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Espaço DiVerso - Agosto | Fotos, ilustrações, letras e dicas

27 agosto, 2025

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Li no livro
Ali, nas leves páginas do divo
A inquietação do alívio
O máximo divino
A letra livre do destino

Reli, no livro
O relicário fino
A joia em pêndulo vadio
A plenitude suspeita das certezas
Em reconfiguração do crivo

Tudo isso impresso, ácido, bonito
Dentro de um infinito chamado livro

Autor: Bob Villela | UNIVALE Editora

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Se vou

quando vou
o que fica?
se estou
como estaria?

penso em ir
reconstruir
o que restou
em mim

Autor: Gabriel Ventura | UNIVALE Editora

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Você sorriu pra mim
Mais uma vez
Última vez

E eu tão tolo
Não sabia
Que te perdia
Assim tão veloz

Agora fico aqui
Tento te encontrar
Mas sou céu da manhã
E tu és lua

Lua Clara
Bela, iluminada
Tento tocar serenata
Pra te conquistar

Então, em meio a esse pranto
Canto um canto
Pra você

Tão perto
Tão longe
Até você
Eu que fico
Canto tão só
Busco te encontrar

Lua Clara
Queria que fosse
Lua da Tarde
Da Manhã
Do Amanhã
Pra toda eternidade

Autor: Gabriel Lorentz | UNIVALE Editora

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Apenas uma moça latino-americana

Quem dera ainda fôssemos os mesmos

Dos romances astrais, das praias musicais

Das letras de Belchior nada banais

Quisera para o sertão voltar

Lá o sonho consegue prosperar

Nunca mais seremos aqueles

Agora nem mais estímulo há

Para encontrar aquela gente bacana

Irmanada, contente, latino-americana

Abraço farto na praia de Copacabana

De ternura e sentimento pouco se fala

Tampouco de compaixão e justiça

De amor, nem mesmo analistas entendem

Embora, quem sabe, oxalá como nossos pais

Nesta sombra de agora, haja coração pulsando

Onde nasce o sol e ainda uma roupa velha

Colorida em qualquer tom

Ou alguma camisa suja de batom

E nos alpendres dos rincões

Braços fartos acolham

Como nos folhetins sem vilões

Uma rede branca possa talvez

Conservar cálido o gostinho

De mato verde pra plantar

E com flores depois enfeitar

A janela de uma casinha branca

Varanda feito ninho no colo da serra

Pés descalços na terra, regozijo de viver

Ecoando longe da guerra

Plantar liberdade, reviver auroras

Reflorestar a divina comédia humana

Deletar as ilhas cheias de distância

Celebrar galos, noites e quintais

Reverberar canções nos almoços da sala

Tristes ou vibrantes como potes de cristais

Jamais sem emoção, cativando romances

Embriagados com mania de paixão.

Autor: Aurora Miranda Leão | UNIVALE Editora

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